segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O “diabo” Lula

Lula subestima a capacidade de evolução das pessoas.

 Gospel Prime (compartilhamento)

Para quem nasceu em um berço religioso, sobretudo cristão, sabe que o primeiro medo que nos faziam sentir, quando pequenos, era do Diabo. Lembro-me que o medo que era construído em nós não consistia na informação sobre o caráter do tal famigerado ser espiritual, mas sim, nas imagens sugestionadas que faziam nossa imaginação fervilhar.
E o medo era impresso para impedir que agíssemos de tal e tal maneira. Diziam nossos pais – ou outras pessoas adultas: “não faça isso, porque o chifrudo vai te pegar de noite” ou ainda: “o capa preta – o lamaçado, o olhos vermelhos – vai te atormentar” e etc.
Mas a gente cresce e vê que o Diabo, no interesse de ganhar adeptos, não é tão amedrontador como nas imagens criadas sobre ele. Muito pelo contrário, às vezes, ele usa outra imagem para que nossos olhares se voltem para a tal de modo a não o enxergarmos, no caso de mudarmos o lado para onde olhamos. Ou seja, o Diabo é sagas.
Estou, assim como fez Lula ¬– que foi rebatido pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot – me utilizando de uma das figuras relacionadas à religião – o Diabo – para explicar meus desconfortos com relação ao modus operandi deste “outro ser”, pois sua nova campanha pede “um Brasil justo para todos! E para Lula!” .
O Luiz Inácio (o “Diabo”, no caso), na tentativa de esconder seu real caráter, utiliza uma imagem fictícia de um “ser maléfico” (Procuradores, o juiz Sérgio Moro e Polícia Federal) que tenta colocar fim à Democracia no País perseguindo um “inocente”. No caso, ele mesmo.
Assim como eu e muitos dos leitores que um dia temíamos o Diabo por causa da figura medonha que pintavam sobre ele, ao invés de considerá-lo pelo caráter, as pessoas estão começando a ver a realidade, pois os olhares destes, outrora, seres abjetos, estão voltados para o próprio Diabo, pois seu caráter passou a ganhar mais expressão do que as imagens amedrontadoras que ele, como bom artífice da ilusão, criava distante de si para manter a hegemonia do engano.
O Lula subestima a capacidade de evolução das pessoas. Ele se esquece que nem todo mundo tem algum tipo de distúrbio que os impede de enxergar a realidade como de fato ela é. A mentira pode se passar por verdade por certo tempo, mas um dia ela será reconhecida pelo seu nome próprio. Lula só consegue enganar aqueles que, como Maquiavel dizia, gostam de ser enganados.
O grande lance do Diabo, já que ele busca enganar as pessoas, é de que um dia ele possa se revelar como Diabo que é. Pois nem mesmo o Diabo gosta que as pessoas, eternamente, não o reconheçam como Diabo. Acho que a máscara que cobria o “diabo” Lula, está tirada, e não foi por ele mesmo, mas pela própria verdade, o que lhe causa asco, pois ele mesmo queria se relevar um dia, mas até nisso ele perdeu.

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